Câmara de Borba sabia desde 2014 e não tomou providências

O relatório preliminar da Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT) concluiu que a Câmara Municipal de Borba sabia dos problemas da Estrada Municipal 255, que ruiu devido aos trabalhos das pedreiras.

Segundo avançou o jornal Público, a autarquia foi notificada dos problemas da estrada durante o ano de 2014 e não tomou qualquer medida quanto ao problema. A esta inércia acrescenta-se ainda as irregularidades detetadas no Plano Pormenor da estrada, que foram violadas pela autarquia.

Foi com base neste relatório preliminar que o Governo decidiu assacar as responsabilidades do desmoronamento à autarquia de Borba, embora tenha assumido o pagamento das indemnizações às famílias das vítimas, para gáudio do presidente da autarquia, António Anselmo.

Em reação à medida do governo, o presidente da autarquia disse estar “orgulhoso” do Estado português e reconheceu que, desde 2014, que não olhou para os documentos sobre a estrada que ruiu bem como não reuniu com a Direção Regional de Economia.

António Anselmo acrescenta ainda que, “se realmente houvesse perigo” teria sido “avisado novamente”.

Apesar do governo assumir o pagamento das indemnizações, a fatura pode ser enviada para a Câmara de Borba, caso se prove que a responsabilidade direta foi da autarquia.

Descomplicador:

O governo vai assumir as indemnizações às famílias das vítimas da estrada de Borba, mas a responsabilidade direta pode ser assacada à autarquia, tal como indica o relatório preliminar.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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