Juventude Popular pede audiência ao Papa Francisco

No rescaldo da mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Mundial da Paz, dedicada aos jovens e aos seus problemas, decidiu a Juventude Popular (JP), endereçar uma carta ao Papa Francisco dando nota do trabalho empreendido pela sua organização política de juventude na defesa dos valores cristãos e solicitar que receba uma delegação da JP em audiência no Vaticano.

Na introdução da carta pode ler-se que, “entre os nossos membros, há muitos jovens católicos, para quem a participação política surgiu como consequência natural da sua fé. (…) Mas não só. Na JP, militam também diversos jovens não-crentes. Também eles reconhecem, na diversidade dos seus percursos, a importância do Cristianismo para a edificação da nossa Pátria e para a identidade europeia. O peso desse legado é traduzido em valores comuns que florescem em Portugal e na Europa. E compreendemos que, da preservação desse legado, depende a edificação do nosso futuro”, diz a missiva.

No que respeita aos desafios da actualidade, a carta assinada pelo presidente da estrutura, Francisco Rodrigues dos Santos, refere “encarar com apreensão o que o Papa designa por “aumento progressivo do relativismo”, que afroxa as referências morais da sociedade. A JP procura colocar-se ao serviço destes princípios do que é certo, justo e verdadeiro, contra a pervasividade da “cultura da morte”, reafirmando o valor intrínseco e a dignidade indestrutível de toda a vida humana”.

A Juventude Popular volta a afirmar-se, nesta carta, contra o abordo, contra a eutanásia e contra a ideologia de género, bem como, ” todos os movimentos de engenharia social que almejam a redefinição da natureza humana ou a desconstrução da família”.

No seguimento da mensagem do Papa Francisco, a Juventude Popular subscreve ” a importância das escolas e das Universidades, o emprego, a inclusão social, a liberdade religiosa e o combate à corrupção” e aproveita para recordar que, tem apresentado “propostas legislativas e promovido campanhas de sensibilização: na liberdade de escolha na educação, na prevenção do abandono escolar, no combate à precariedade laboral, na promoção da habitação jovem e estudantil, na luta contra a corrupção, no apoio às vítimas dos incêndios que devastaram Portugal, na preservação do ambiente, na oposição ao laicismo radical que persegue crentes de diferentes religiões”. 

Descomplicador:

A Juventude Popular dirigiu uma missiva ao Papa Francisco onde subscreve a última mensagem do chefe da Igreja Católica, pedindo ainda uma audiência no Vaticano.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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