Figuras do Estado reagem à violência no futebol

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo e a Secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, foram os primeiros a reagir à violência registada ontem em Alcochete. Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, Eduardo Ferro Rodrigues e António Costa, as três mais importantes figuras de Estado, também já reagiram.

“Há um repúdio veemente para com os atos de violência e vandalismo criminosos como os que ocorreram nesta tarde. Quero mostrar solidariedade para com os jogadores, os técnicos e quem foi agredido”, disse João Paulo Rebelo, poucas horas depois dos acontecimentos que ocorreram na Academia do Sporting em Alcochete.

Isabel Oneto, Secretária de Estado da Administração Interna, quis sobretudo sublinhar as “medidas para que o jogo decorra com segurança”, referindo-se à final da Taça de Portugal, que vai colocar frente-a-frente, este Domingo, o Sporting e o Desportivo das Aves.

Fazendo referência à aproximação do Campeonato do Mundo de Futebol, João Paulo Rebelo garantiu ainda que, “o governo está, juntamente com a Federação Portuguesa de Futebol, a criar todas as condições para que se viva a festa do futebol, do desporto, o convívio das famílias e dos verdadeiros adeptos do futebol e do desporto”, pedindo que no Domingo exista “uma demonstração clara de que o futebol é um orgulho nacional”.

Já durante o dia de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro a reagir, ao dizer que se sentiu “vexado pela imagem projetada por Portugal no mundo. Vexado pela gravidade do que aconteceu. E as reações que tive de fora, infelizmente, foram nesse sentido”, lamentando que, os portugueses sejam bons a “fazer de conta que não é grave aquilo que é grave, que é normal aquilo que não é normal”.

Mais tarde foi a vez do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que tem a tutela do desporto, reagir aos acontecimentos, reforçando a necessidade de tomar medidas, mas acrescentando que, “o mais importante é que o caminho tem sido feito, tem sido feito com todos os parceiros, e, nesse sentido, seremos consequentes, continuando a usar a lei da forma intransigente, como temos usado, e, obviamente, tomar as consequências que são necessárias ser tomadas”.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, foi o que utilizou as palavras mais duras, ao dizer que estes acontecimentos são reflexão de até onde “pode chegar a perversidade autoritária e totalitária de dirigentes, e mistura com uma comunicação social fanática que gosta de explorar até ao pus tudo o que acontece ao sábado e ao domingo tudo o que acontece nos campo de futebol, e também aquilo que são claques organizadas, como grupos terroristas que são e que têm que se tratados como tal”, sugerindo até que a final da Taça se realize à porta fechada ou na vila das Aves.

Em Sófia, António Costa disse que “o desporto é uma forma de promoção de valores, não a promoção da selvajaria” e acrescentou que, quando “somos campeões europeus de futebol, estamos prestes a disputar o campeonato do mundo, este crescendo de violência no desporto é intolerável. É necessário reforçar as medidas, e até avançar com uma autoridade nacional contra a violência no desporto”, sugeriu.

Descomplicador:

O Secretário de Estado da Juventude e Desporto e a Secretária de Estado da Administração Interna foram os primeiros a reagir em nome do governo, mas até à data, já Marcelo Rebelo de Sousa, Ferro Rodrigues e António Costa vieram também criticas os acontecimentos que ocorreram ontem em Alcochete.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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